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O império de Hitler
Mazower, Mark
COMPANHIA DAS LETRAS
154,90
Sob encomenda 7 dias
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Em 1941 havia soldados alemães a poucas léguas por mar da Grã-Bretanha, admirando as ruínas de Atenas, na área onde hoje fica o aeroporto de Moscou, e marchando pela avenida dos Champs-Élysées, em Paris. Hitler, quase da noite para o dia, se viu senh or de um império maior que o de Napoleão.
Depois do sucesso avassalador da campanha teutônica sobre a Europa ocidental (o general que ocupou a Dinamarca teria dito: “Tire este paiseco do meu caminho, tenho algo mais importante a conquistar!”), o fron t leste começou a acumular sucessivas vitórias, e o Reich ganhava ares de invencibilidade. Antes do começo de 1942, o Exército alemão tinha feito mais de 2 milhões de prisioneiros russos, e Hans Frank, o governador-geral da Polônia conquistada, insta lado em Cracóvia, se comportava como um príncipe renascentista, tirano e vaidoso, cego pelo poder a ponto de escrever um diário em quarenta volumes, que acabaria lhe custando a vida.
De repente, o avanço alemão parou. A guerra se prolongaria ainda po r mais de dois anos de conflitos sangrentos, até que os soviéticos chegassem a Berlim, mas a maré se invertera definitivamente.
Nesta obra ao mesmo tempo monumental e inovadora - e já indispensável entre a historiografia do período - Mark Mazower dem onstra que foi justamente a estrutura pouco ortodoxa (senão bizarra) da ocupação alemã o principal componente da derrota nazista. A falta de planejamento e o patente erro de cálculo dos alemães, incapazes de antever as tremendas dificuldades de sua m issão “germanizadora”, transparecem com regularidade impactante no vasto repertório de fontes pesquisado pelo autor. Baseado numa ilusão perene, o Terceiro Reich foi responsável, em sua campanha bárbara, não só por dezenas de milhões de mortes durant e o conflito, mas por uma Europa dilacerada e decadente, e por um novo mundo.
“O melhor estudo da rápida expansão e violenta queda do domínio nazista na Europa.” - The New York Times
“Um livro extraordinário.” - The Guardian
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