A GUERRA DOS GIBIS


COMPANHIA DAS LETRAS

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A guerra dos gibis narra a chegada dos quadrinhos ao Brasil, vindos dos Estados Unidos em meados da década de 1930, pelas mãos do jovem jornalista Adolfo Aizen, funcionário do jornal O Globo. Após mostrar a descoberta a Roberto Marinho - que não demo nstrou o menor interesse -, Aizen lançou seu Suplemento Infantil no jornal A Noite. A novidade logo se tornou uma irresistível mania de crianças e adolescentes - e uma mina de ouro para editores de jornais e revistas, que se engalfinhavam na disputa por aquele mercado milionário. De febre juvenil e editorial, os quadrinhos passaram a ser duramente atacados por políticos, jornalistas, artistas, educadores, religiosos e toda sorte de palpiteiros, que enxergavam ali apenas "monstruosidades e imoral idades", "subliteratura infame", "analfabetismo, pobreza intelectual", "verdadeiras orgias de sadismo, pornografia e estupidez", "corrupção de menores", "mitologia truncada e monstruosa". As histórias em quadrinhos mobilizaram as mais altas figuras d a vida brasileira, como Getúlio Vargas, Jânio Quadros, Jango, José Lins do Rego, Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Leonel Brizola, Assis Chateaubriand, Carlos Lacerda, Victor Civita, Gilberto Freyre e muitos outros - alguns contra e outros a favor do qu e parecia ser o mal do século. Fruto de uma pesquisa de mais de dez anos, o livro conta ainda com um caderno de fotos recheado de capas do primeiro número de cada gibi e um anexo com a legislação de censura - hoje, muito curiosa - que tentava pôr ord em no coreto.