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Do lado de cá: Série Internacionalização da Dramaturgia
Niangouna, Dieudonné
SENAC RIO
51,00
Estoque: 5
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As palavras atravessam oceanos. As histórias, quando verdadeiras, não pedem passaporte, apenas escuta. Esta iniciativa nasce do desejo de abrir portas, janelas e cortinas para que a dramaturgia ultrapasse fronteiras geográficas e simbólicas. Em 2025, esse movimento se volta para o universo francófono, com uma edição especial do Projeto de Internacionalização de Dramaturgias, em comemoração à Temporada França-Brasil 2025, dedicada à dramaturgia francófona, como quem decide olhar mais fundo e mais longe, para além dos centros hegemônicos de criação e difusão.
Esta edição se torna ainda mais especial ao celebrar o apoio do Sesc e do Senac e, mais uma vez, a parceria da Embaixada da França no Brasil e do Institut Français. São alianças q ue fortalecem o percurso deste projeto, construído aos poucos, com uma antena voltada para o universo.
A internacionalização, aqui, não é apenas uma circulação de textos: é o gesto de traduzir, de escutar com cuidado, de criar pontes entre art istas, contextos e sensibilidades, é permitir que o palco seja espaço de encontro entre diferentes modos de ver e viver o mundo. O Projeto de Internacionalização de Dramaturgias é uma travessia – leva o leitor ou o ouvinte a territórios outros, língu as internas, geografias afetivas, fraturas históricas, reconstruções poéticas.
Mais do que importar dramaturgias, buscamos criar uma escuta ativa, uma correspondência entre mundos. A francofonia que nos interessa é diversa, inquieta, em movime nto: carrega consigo os rastros do colonialismo, os gritos da descolonização, as dores da exclusão e a potência criativa da reexistência. Ao trazermos essas vozes para o Brasil, e ao propormos sua leitura e encenação, desejamos não apenas traduzir p alavras, mas acolher sentidos e tensões que reverberam em nossas próprias realidades.
Que este encontro entre o Brasil e a francofonia — entre corpos, vozes e histórias — possa multiplicar caminhos. Que os palcos se tornem espaços ainda mais p lurais, permeáveis, porosos à diversidade do mundo. E que, no gesto de traduzir e acolher o outro, possamos sempre nos transformar.
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