|
Senhor Vênus
Vallette-Eymery), Rachilde (Marguerite
EDITORA ERCOLANO
99,80
Estoque: 11
|
|
SOBRE O LIVRO
Senhor Vênus, de Rachilde (1860-1953), é um romance francês provocativo, da segunda metade do século XIX, que explora um emaranhado de desejos sexuais e identidades de gênero. A protagonista, Raoule de Vénérande, é uma nobre d a alta sociedade parisiense que desafia as normas com seus costumes transgressores e seu notável empoderamento. Órfã desde os cinco anos, Raoule foi criada por uma tia viúva e conservadora. Ela vestia roupas masculinas, praticava esgrima e cavalgava numa época em que as mulheres só podiam usar calças compridas mediante um requerimento oficial, – o infame permis de travestissement – uma autorização que a própria autora, Rachilde, teve de obter durante sua vida.
Com tradução de Flávia La go e notas explicativas, a edição de Senhor Vênus inclui uma apresentação de Helena Vieira e um prefácio de Maurice Barrès, publicado na edição de 1889, intitulado “Complicações do amor”. Este romance se destaca como uma obra literária que questiona e desafia as convenções de gênero e sexualidade de seu tempo, oferecendo uma visão audaciosa e inovadora.
-
SINOPSE
Apesar dos temas ousados para a época, o enredo de Senhor Vênus parte de uma premissa simples: Raoule 60;entra na floricultura de dois irmãos pobres, Marie e Jacques Silvert. A aristocrata fica imediatamente fascinada com a androginia e a graciosidade do delicado Jacques, rapaz sensível e aspirante a pintor. Com a ideia de tê-lo para si, ela pro põe então uma espécie de mecenato a Jacques, que, nas mãos de Raoule e da irmã alcoviteira, prostituta e alcoólatra, passará por um processo de “embonecamento”. Raoule, a marido, decide tomá-lo como esposa, ditando as regras da relação a seu bel prazer, até mesmo de maneira cruel.
Ainda, além dessas relações de desejo e poder na narrativa, surge um quarto personagem fundamental intervindo nesse bizarro quiprocó erótico: a figura viril do barão de Raittolbe, amigo e antigo amante de Rao ule. Assim como Raoule, Raittolbe trava uma relação sádica com o próprio Jacques, a quem certa vez espanca e deixa gravemente ferido. Muitos devaneios e manipulações se desdobram até a antológica cena final do romance, que encarna fielmente a estétic a decadentista do mórbido e do artificial cantado por Baudelaire n’As Flores do Mal. Além disso, Senhor Vênus faz alusão ao mito de Pigmaleão, antecedendo, porém, em trinta anos à primeira publicação da peça homônima de Bernard Shaw.
-
|
|
|