|
A FILHA INJUSTIÇADA
MARIS, REZENDE
FARIA E SILVA
46,90
Sob encomenda 10 dias
|
|
A construção de muros para isolar os loucos da sociedade definiu a forma de lidar com os indesejáveis sociais a partir do século XIX no Brasil. A ideia de que a segregação seria um mal necessário para retirar o indivíduo do meio onde a “doença” se or iginou ganhou força, fazendo surgir os grandes hospitais psiquiátricos no país. Não demorou muito para que esses espaços fossem transformados em depósitos de lixo humano, solução de descarte encontrada por quem detinha mais poder. E as mulheres foram as principais vítimas desse modelo de apagamento social que se encaixava como uma luva ao racismo, ao machismo e à misoginia. Este livro de ficção nos transporta para uma realidade dolorosa. Representa um importante exercício de resistência contra a loucura, não a loucura de Maria da Soledade, mas a inventada pelos chamados normais.
Daniela Arbex Com sua precisão semântica peculiar, Stella Maris faz, neste romance, o que sempre fez e faz cada vez melhor: tece, com palavras, um colar de joia s raras. Fala de mulheres submissas que foram covardes, foram cúmplices, não agiram mesmo sabendo que o certo era agir. Todas, cada uma à sua maneira, foram também vítimas dos mesmos algozes e é bonito ver como se desprenderão daqueles que as impedem de serem o que são.
Maria José Silveira
|
|
|