A TENTAÇÃO ECOFASCISTA

PIERRE, MADELIN
BOITEMPO

73,00

Sob encomenda
7 dias


É possível relacionar a extrema direita à defesa do meio ambiente? Essa junção pode parecer estranha e nada óbvia, mas já é observável em diferentes países e grupos. Em A tentação ecofascista: ecologia e extrema direita, Pierre Madelin apresenta essa ligação e demonstra de que forma ela está presente em ações, teorias e falas ao redor do mundo. Demografia, imigração, controle de natalidade e negação à globalização são alguns dos assuntos que permeiam o imaginário ecofascista: “Como há grande s chances de que a articulação entre temáticas ambientais e temáticas identitárias, ainda embrionária, se intensifique nos próximos anos, à medida que as crises ambientais e migratórias se agravarem, espero que este livro, situado na fronteira da his tória das ideias, da cartografia intelectual e da prospectiva política, possa preencher essa lacuna e constituir uma fonte útil para todas as pessoas que desejem compreender melhor os desafios relacionados a essa temática”, escreve o autor. Madel in inicia a obra apresentando os diferentes sentidos dados a esse conceito na história das ideias ecológicas e segue mostrando que o ecofascismo não tem de fato uma história política e sim uma história intelectual. Casos contemporâneos são tratados n os capítulos seguintes, com enfoque na França e nos Estados Unidos. O autor também questiona a possibilidade de o movimento inspirar, em um futuro próximo, governos ou regimes políticos ecofascistas. “Tentarei identificar os desafios intelectuais e políticos que as ideologias ecofascistas impõem às ecologias políticas que se preocupam em articular a defesa do mundo não humano com uma radicalidade emancipatória para os próprios seres humanos”, escreve. Trechos “Consequentemente, o eco fascismo deveria ser entendido como uma ideologia segundo a qual existem seres supranumerários que comprometem não apenas a capacidade de regeneração da natureza, mas também o bem-estar dos demais membros da sociedade, e dos quais, portanto, pode ser necessário se livrar em nome do ‘bem comum’; uma tendência a ser considerada de que populações específicas, que se acredita que perturbam os equilíbrios da biosfera por suas práticas ou por seu número, devem ser eliminadas. Dado o racismo persistent e nas sociedades contemporâneas, contudo, podemos apostar que essas populações seriam em sua maioria racializadas; assim, devemos acrescentar ao ecofascismo uma quarta dimensão, a saber, o racismo e o identitarismo, desde já perceptíveis em muitas da