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PROJETO KALUNGA: UM ABRAÇO DE SAMBA E DE SEMBA
DE, CASTRO
COBOGO
78,00
Sob encomenda 8 dias
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Em maio de 1980, uma caravana formada por 65 músicos, jornalistas, cineastas e técnicos brasileiros atravessou o Atlântico rumo a Angola. Idealizado pelo produtor Fernando Faro, em colaboração com Chico Buarque e Martinho da Vila, o Projeto Kalunga c hegou ao país africano levando Dorival Caymmi, Elba Ramalho, Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Djavan, João Nogueira, dentre muitos outros, para uma série de apresentações que marcaria a história das relações culturais entre Brasil e Angola.
Projeto K alunga: Um abraço de samba e de semba recupera essa viagem que, a despeito de sua importância, teve pouca repercussão na imprensa brasileira, permanecendo esquecida do grande público. O escritor Maurício Barros de Castro revela as circunstâncias polí ticas, culturais e musicais que fizeram dela um acontecimento singular, jogando luz sobre essa viagem que reuniu um time brasileiro de peso em terras angolanas. Em um país recém-independente e mergulhado em uma guerra civil, os artistas brasileiros r ealizaram quatro shows em Luanda, Benguela e Lobito, aproximando duas tradições musicais que atravessam o Atlântico: o samba brasileiro e o semba angolano.
A viagem expressava o crescente interesse dos artistas brasileiros pela cultura africana — que começara na redemocratização com iniciativas marcadas por discos como África Brasil (1975), de Jorge Ben, Racional (1976), de Tim Maia e Refavela (1977), de Gilberto Gil. Dos músicos que fizeram parte da caravana do Projeto Kalunga, apenas Martin ho da Vila já havia estado em Angola, em 1972, e alcançado enorme sucesso com suas canções. Sua colaboração foi fundamental para a idealização das apresentações. Em um movimento que o autor identifica como a passagem da “busca do povo” para a “busca da África”, o próprio nome da missão carrega essa história. A palavra Kalunga, de origem bantu, reúne sentidos ligados à passagem entre mundos, ao mar e à morte.
O livro é ensaio que mergulha no episódio para refletir sobre a importância e as infl uências da viagem na obra destes artistas e como foram tecidas relações entre os dois países. A publicação reúne ainda um material inédito: reportagens do jornal angolano sobre os shows, setlists das apresentações e fotografias de Iolanda Huzak, além do diário de viagem publicado na revista Módulo pela jornalista Dulce Tupy. Barros de Castro também entrevistou integrantes da comitiva, como a própria Dulce Tupy, Fernando Faro e Martinho da Vila.
Mais do que recontar uma viagem musical, Projeto
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