VIRAR O MEDO AO CONTRÁRIO, COMO A PAULA REGO

CATARINA, SOBRAL
COBOGO

69,00

Sob encomenda
8 dias


A pequena Paula desenhava sem parar. E escondia-se do escuro, das histórias aterrorizantes e de tudo que lhe dava medo. Mas Paula cresceu e virou artista. E em suas pinturas mostrava mulheres corajosas, aventureiras, ousadas e destemidas, que escolhi am seu próprio destino e seus sonhos, virando todo o medo ao contrário. Escrito e ilustrado por Catarina Sobral, Virar o medo ao contrário, como a Paula Rego parte da infância desta artista portuguesa que, através da imaginação, de sua inquietação e do enfrentamento do medo transformava fantasias e experiências pessoais em pinturas coloridas e engajadas, entrelaçando o íntimo, o coletivo, a liberdade e o direito das mulheres. Sobre Paula foram feitos livros e filmes, e suas obras de arte foram expostas com grande repercussão no mundo todo. Trechos Trecho 1: “Depois, existia o quarto onde a Paula desenhava sem parar. Onde se escondia do escuro e de tudo o que lhe dava medo (que era tudo mesmo). Bem... quase tudo. A praia não, a praia era seu quarto de brincadeiras.” Trecho 2: “Havia a cozinha das mulheres, sempre em alvoroço. Ali, ninguém mandava nem obedecia. Todas faziam tudo. E a avó fazia pudim de arroz. Havia as histórias da tia e o colo do pai, com os seus contos ater rorizantes. Depois, existia o quarto onde a Paula desenhava sem parar. Antes de começar cada desenho, Paula sentia que ia explodir de tanto que tinha a dizer…” Trecho 3: “Paula podia ser tímida, mas os seus quadros estavam sempre à espreita para nos pregar um susto. Os medos passavam a viver nas telas, e a raiva também. Pintar era como puxar o tapete de quem mandava na arte, nas mulheres e no país.” Sobre Paula Rego Paula Rego nasceu em Lisboa em 1935, e faleceu em 2022, em Londres. Paul a foi uma das artistas mais influentes de seu tempo. Suas obras dialogam com a literatura e os contos populares, assim como com a política, o feminismo e os mitos. Uma defensora da liberdade e dos direitos das mulheres, Paula Rego explorou as relaçõe s humanas com um olhar crítico sobre a ordem estabelecida e sobre as estruturas e dinâmicas de poder que moldam, limitam e violentam suas personagens.