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A TEORIA DA BOLSA DE FICÇÃO?
LE, GUIN
COBOGO
58,00
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A teoria da bolsa de ficção é um breve e poderoso ensaio de Ursula K. Le Guin (1929-2018), escritora norte-americana que se notabilizou por seus romances de ficção científica e especulativa. Neste texto de grande influência nos estudos literários e s ociais, Le Guin põe em revista a História da humanidade e certa forma predominante de contar histórias.
Ao destronar a figura do Herói do seu pedestal na cultura ocidental, com suas narrativas de triunfo, dominação e morte, a autora propõe a poss ibilidade de contarmos uma “outra história, a história não contada, a história da vida”. Uma história que se parece menos com os relatos de caçadores de mamutes – e mais com as bolsas usadas pelos primeiros seres humanos para coletar, armazenar e par tilhar alimentos.
“Já ouvimos essa história, todos nós já ouvimos tudo sobre tacapes e lanças e espadas, as coisas de golpear, cutucar, bater, as coisas longas e duras, mas não ouvimos nada ainda sobre as coisas de colocar coisas dentro, os contêi neres para as coisas contidas. Trata-se de uma nova história. Eis uma novidade.”
“Eu diria que a forma natural, apropriada, adequada do romance talvez seja a de um saco, uma bolsa. Um livro guarda palavras. Palavras guardam coisas. Elas carregam s ignificados. O romance é uma bandoleira ritual, que carrega elementos que possuem uma relação particular e poderosa entre eles mesmos, assim como conosco.”
Traduzido por Isabel Diegues, o livro inclui, ainda, um texto da filósofa Donna Haraway e o utro da escritora Carola Saavedra, além de ilustrações de Cecilia Stockler Carvalhosa.
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